Enviado por Lucca Moreira | 06 de Fevereiro de 2025
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Tempo de Leitura: 6 minutos
1 método para se adequar ao que a situação pede evitando sua reação automática;
1 conceito de um Agente da CIA para ganharmos vantagem informacional no dia a dia;
1 conto de La Fontaine sobre a importância de praticarmos a coragem;
1 indicação de um ótimo filme para o fim de semana.
Estava lendo alguns trechos do livro do Sahil Bloom (o audiobook narrado por ele é excelente) e me deparei com o método Abraço, Solução ou Escuta. Achei incrível.
Por natureza, eu sou um solucionador. É impossível meu impulso inicial não ser o de ir atrás da solução.
Em muitos contextos, isso é ótimo e faz total sentido. Em outros, nem tanto. Um exemplo clássico são os relacionamentos – seja com a namorada, a família ou amigos.
São incontáveis as vezes que me deparei com essas opções e fui direto no impulso de resolver. No meu último relacionamento, várias brigas surgiram por esse motivo.
As pessoas querem soluções, mas, às vezes, também querem apenas ser escutadas ou abraçadas. Seguir sempre um único caminho pré-definido é a chave para o desastre.
Nossa reação automática nem sempre é o que o outro realmente precisa. Por isso, encontrar esse método foi tão valioso.
O Método Ajudado, Ouvido ou Abraçado é uma ferramenta usada por terapeutas, conselheiros e professores para nos ajudar a compreender o que a outra pessoa realmente precisa em determinada situação.
Quando alguém que você ama vem até você com um problema, pergunte:
“Você quer ser ajudado, ouvido ou abraçado?”
Ajudado: analise o problema e identifique soluções.
Ouvido: escute atentamente e permita que a outra pessoa desabafe.
Abraçado: ofereça um toque reconfortante.
Esse entendimento me tira do meu padrão automático de “solucionador de problemas”. Em vez de aparecer para meus entes queridos da forma que é natural para mim, posso estar presente da maneira que melhor se adapta a eles.
Observação: perguntar diretamente “Você quer ser ajudado, ouvido ou abraçado?” pode ser útil no início, mas, com o tempo, um padrão reconhecível deve surgir.
Se você já teve dificuldades para entender o que seu parceiro, amigo ou familiar precisava em uma situação, experimente o Método Ajudado, Ouvido ou Abraçado. Pode transformar suas relações.
Lex Fridman, host de um dos podcasts mais famosos do mundo, estava conversando com o ex-espião da CIA Andrew Bustamante quando fez a seguinte pergunta:
“Qual foi a lição mais importante que você tirou da sua carreira de espionagem e que pode melhorar a vida de qualquer pessoa instantaneamente?”
Andrew então respondeu: “O conceito de percepção vs. perspectiva.”
Para ele, essa distinção é fundamental para adquirirmos uma vantagem informacional em todas as interações da nossa vida.
A ideia central é que todo ser humano enxerga o mundo a partir da sua própria realidade — ou seja, sua percepção. Mas a percepção é única para cada indivíduo e, portanto, não oferece vantagem nenhuma.
Por outro lado, se começarmos a olhar para a perspectiva do outro, entendendo de onde ele vem, quais são suas motivações, por que está com raiva ou feliz, nos desprendemos da nossa própria visão limitada e adquirimos informações valiosas.
E essa informação, como a maioria das pessoas está presa em sua própria percepção, nos dá uma vantagem.
Eu treino muito esse conceito como copywriter, e é extremamente importante para escrever uma boa copy.
Se consigo sair da minha percepção e realmente me colocar no lugar da pessoa que está vendo meu anúncio ou página profundamente, entender o que ela está sentindo, seus medos, suas vontades… Eu vou conseguir me conectar com ela.
De acordo com Andrew:
“Se você aplicar isso com seu chefe, vai mudar completamente sua carreira… Se aplicar isso com seu parceiro(a), vai mudar completamente seu relacionamento… Se aplicar isso com seus filhos, vai mudar completamente o legado da sua família… E vai, porque ninguém está fazendo isso.”
“O caminho do prazer não leva à glória! Os prodigiosos feitos hercúleos foram resultado de muita aventura, e, embora quase nada exista, na fábula ou na história, que mostre que ele tivesse rivais, ainda assim está registrado que um cavaleiro errante, na companhia de um amigo aventureiro, buscou fortuna num país romântico.
Não tinha ido muito longe quando seu companheiro observou um poste, no qual estava escrito o seguinte:
“Bravo aventureiro, se desejar encobrir o que um cavaleiro errante jamais viu, tem apenas de atravessar esta torrente e levar nos braços um elefante de pedra, transportando-o de um só fôlego até o alto da montanha, cujo nobre topo parece se confundir com o céu.”
“Mas”, disse o companheiro do cavaleiro, “as águas são tão profundas quanto rápidas, e, embora tenhamos que atravessá-las, por que devemos nos sobrecarregar com o peso de um elefante? Que empresa absurda!”
E, filosoficamente calculando bem, observou que o elefante poderia ser carregado quatro passos; mas levá-lo até o topo da montanha de um só fôlego não estava no poder de um mortal, a não ser que fosse um elefante anão, para ser colocado na ponta de um palito. E aí, que mérito haveria nessa aventura?
O argumentador então partiu. Mas o aventureiro apressou-se a atravessar as águas de olhos fechados. Nem a profundidade, nem a violência o impediram e, segundo a inscrição, ele viu o elefante deitado na outra margem.
Ele o pegou e carregou até o topo da montanha, onde viu uma cidade. Um guincho do elefante assustou a cidade, que se armou enfurecida, mas o aventureiro, nem um pouco intimidado, estava resolvido a morrer como herói.
O povo, entretanto, ficou pasmo com a sua presença, e ele ficou atônito ao ouvir que o proclamavam sucessor do seu rei, morto recentemente.
Grandes feitos são alcançados só pelos espíritos aventureiros. Aqueles que calculam com demasiada precisão todas as dificuldades e obstáculos que poderão surgir no seu caminho perdem, na hesitação, um tempo que os mais ousados usam para propósitos mais elevados.”
— Fábulas, Jean de La Fontaine.
Moral da história: seja corajoso, aja. Os aventureiros são quem conquistam.
Onde assistir: Netflix
Nota IMDB: 7.2
Invencível conta a história real de Louis Zamperini, um atleta olímpico que sobrevive a um acidente aéreo, 47 dias à deriva no mar e anos de tortura em um campo de prisioneiros de guerra.
Diante do sofrimento extremo, ele descobre que sua maior força não está no corpo, mas na mente e no espírito.
Um filme poderoso que nos lembra que a verdadeira resistência não é apenas física, mas a capacidade de nunca deixar que as circunstâncias definam quem somos.
Até a próxima,
Lucca Moreira,
Co-Founder Insight Espresso
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